Já que nada é mais filosófico do que uma investigação de fundamentos, como então fundamentar, na presente civilização, o que é e o que não é natureza humana?
Não sou muito rico em argumentos sobre o ocorrido no STF a respeito do uso ou não de células-tronco embrionárias para pesquisas. Por isso, desde aquela jurássica sessão no Supremo procuro de alguma forma me pronunciar a respeito e me falta uma idéia probante sobre. A questão do aborto, por exemplo. É um fla x flu interminável. Senão veja: eu, partidário dos que acham ser o feto inumano, desempato a pendenga em favor do Urubu; de pronto aparece uma Flor e manda às cucuias o meu placar pró-aborto, acusando-me de crime de homicído. De novo tudo igual: 1 x 1. Ou seja, clássico é clássico e vice-versa.
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