No já distante tempinho da escola primária, quando não tínhamos idéia do que era um parágrafo, ou de que um texto era um simples encadeamento deles [os parágrafos], nossa folha em branco - não me recordo do uso de "redação" à época - ficava esperando que alguma palavra aumentasse a nossa ação escrita. Ficávamos ali, tamborilando o lápis no papel, a espera de um insight (insight?). Aquela linhazinha reta e permanentemente branca sempre esperando um algo que se pudesse acrescentar ao que tanto queríamos dizer, às vezes nos exasperava (essa era uma das tais, assim como o tal do "insight" que ainda não faziam parte de nosso repertório e, portanto, impossível para nós o seu uso).
Sem prolemas. Esse tempo todo passou e ainda hoje vivemos e sabemos das dificuldades da arte da escrita a nos atrapalhar com seu começo, meio e fim aristotélico. Poucos são os que conseguem tê-la em seu domínio. Eu, infelizmente, sofro pela falta dessa técnica.
Bom tempo aquele em que sintaxe, semântica e harmonia eram ferramentas já nossas, mas só pra depois: depois que soubéssemos que narração, descrição, dissertação e diálogo eram os processos básicos dessa coisa de escrever. Da mesma forma como seria bom para nós que já naquela época, soubéssemos que a prática constante da escrita era a linha certa para o seu domínio.
Bom tempo aquele em que sintaxe, semântica e harmonia eram ferramentas já nossas, mas só pra depois: depois que soubéssemos que narração, descrição, dissertação e diálogo eram os processos básicos dessa coisa de escrever. Da mesma forma como seria bom para nós que já naquela época, soubéssemos que a prática constante da escrita era a linha certa para o seu domínio.
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